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Cowley Manor, Cowley


Localizado na região de Cotswolds, a poucos minutos de Cheltenham, Cowley Manor está instalado num ambiente de lagos, cascatas e pequenos regatos. Um conto de fadas? Pois foi ali mesmo, nos quase 20 hectares ajardinados da propriedade, que Lewis Caroll conheceu a pequena Alice Liddell, e na qual baseou o seu livro Alice no País das Maravilhas.
Como curiosidade, refira-se que o terreno onde se encontra o hotel foi trocado pelo rei Eduardo, o Confessor, por outro onde mandou erguer a abadia de Westminster. Pertencia, então, à abadia de Pershore, que o deteve até à dissolução dos mosteiros, no século XVI, passando então para privados.
O primeiro registo da casa data de 1695, e refere o facto de ter sido construída por Henry Brett. A casa foi depois vendida a Sir James Hutchinson, chairman da Bolsa de Londres, que a reformulou completamente, e cujos trabalhos se concluiram em 1860. O desenho e reconstrução da nova casa esteve a cargo de George Somers Clarke, discípulo de Sir Charles Barry – responsável pelas Houses of Parliament, em Londres. Somers Clarke parece ter escolhida a Villa Borghese, em Roma, um dos mais famosos edifícios da época (e o favorito de Charles Barry), para modelo de Cowley.
A propriedade mudou então várias vezes de mãos até meados do século XIX, quando foi comprada por Sir James Horlick. Contratou o arquitecto R.A. Briggs para ampliar a construção. No interior, Horlick não se poupou a esforços ou investimentos, escolhendo as melhores madeiras para os painéis dos quartos e os mais elaborados estuques para os tectos. Foi ainda construíodo um novo estábulo.
Ao mesmo tempo, o novo proprietário introduziu melhorias nos campos e jardins adjacentes – diz-se até que foram plantadas na propriedade mil árvores por dia durante dois anos.
Durante este período, Lewis Carroll era visitante regular da propriedade, ficando instalado no actual Old Rectory. O brilhante renascimento de Cowley Manor chegou ao fim com a morte de James Horlick, em 1921. A propriedade foi então vendida e comprada vezes sem conta até que, em 1936, o coronel Cyril Heber-Percy e a sua mulher de origam norte-americana a compraram. Tentaram modernizá-la, retirando de imediato todos os painéis de madeira, arrasando os tectos. Uma sala – onde hoje se encontra a sala de jantar – foi também demolida. Apesar das alterações, os proprietários não construíram quase nada que alterasse substancialmente a original arquitectura: com excepção de três casas de banho em estilo Art Déco.
Durante a Segunda Grande Guerra, a casa foi alugada ao Cheltenham Ladies’ College, presumivelmente para as raparigas serem educadas em segurança e longe de Cheltenham que era – e ainda é – um importante centro de informações. Após a Guerra, Cowley Manor foi adquirida pela Câmara local, que a utilizou como centro de conferências durante várias décadas.
Cowley Manor pertence hoje a Jessica Sainsbury, formada em arqueologia e antropologia e que, ciente da falta de hip urban hotel  fora de Londres, decidiu alterar a sua vida e criar um oásis contemporâneo no clássico  English countryside.
Jessica e o seu marido, Peter Frankopan, compraram então Cowley Manor e, com os arquitectos José de Matos, Jonathan Storey e Angus Morragh-Ryan, transformaram-no num um luxuoso hotel com 30 quartos.
A ideia era criar um hotel diferente no “campo” que incorporasse os conceitos de English Country House e de contemporary living. O ambiente é propositadamente calmo e intemporal, oferecendo espaços para entretenimento, bem como para a contemplação do espaço envolvente. Para esse fim foram incorporados materiais – como a madeira de carvalho, o couro, o vidro e a pedra – trabalhados para traduzir um ar de século 21 no típico campo inglês. Não há tecidos em chintz vitorianos,nem camas  românticas com dossel, nem antiguidades. Em vez disso, o look é contemporâneo , confortável, relaxado, clean.
Os quartos, com casas de banho espaçosas, são todos equipados com a mais moderna tecnologia e estendem-se por dois níveis, alguns mesmo em três andares.
No restaurante, a atmosfera é informal, se bem que impecável. A comida, saudável, é elaborada com ingredientes frescos e de época.
A atenção aos detalhes em todo o hotel chega aos uniformes do staff, especialmente desenhados para Cowley Manor.
O spa– que se chama C-Side – foi concebido como parte do ambiente do lugar, em vez de mais um edifício. É uma excepcional peça de modernismo arquitectónico, emergindo do jardim com paredes de vidro e o telhado plantado com lavanda. Dispõe de piscinas interior e exterior, um ginásio, sauna, banho a vapor, e oferece tratamentos criados exclusivamente por Michelle Roques-O’Neil. De entre os tratamentos do spa menu destacam-se, entre outros, o The Ultimate, relaxante e equilibrante tratamento que combina aromaterapia, balanceamento de energia, reflexologia e acumpressão.
Em conclusão, Cowley Manor é um fantástico templo do casual chic, onde o luxo se apresenta em mil e um detalhes que fazem toda a diferença.